Geofísico caçapavano desenvolve sismógrafo na USP

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O sismógrafo de engenharia é um dispositivo que monitora níveis de vibração e pressão acústica, resultantes de processos de desmonte de rochas que usam explosivos, normalmente utilizado por engenheiros de minas. O projeto do Instituto de Geociências da USP (IGc) verifica a viabilidade de construção do equipamento em território nacional a um custo mais baixo. “A ideia de construir um sismógrafo surgiu devido ao fato de que, no Brasil, não existem empresas específicas de fabricação de equipamentos geofísicos, o que encarece os serviços de monitoramento de desmonte de rochas, pois é preciso importá-los, geralmente a um alto custo”, explica o Geofísico caçapavano Celso Bairros Varella Neto, responsável pelo projeto.

O trabalho teve início com uma pesquisa de todos os materiais referentes à construção de diferentes tipos de sismógrafos para encontrar similaridades entre eles, bem como uma busca de informações sobre características da própria construção dos dispositivos. Essa última foi dificultada já que as fabricantes não divulgam muitas informações a respeito do processo construtivo de equipamentos devido a vantagens comerciais. O projeto se baseou, portanto, em um acesso a sismógrafos além de características básicas dadas por um guia da ISEE (Sociedade Internacional de Engenheiros de Explosivos).

Foram, então, realizadas simulações e testes dos circuitos analógicos em laboratório, que foram promissores. A etapa analógica foi integrada com a etapa digital e, após mais alguns ajustes, foram realizados testes de campo na cidade de Caçapava do Sul, no Rio Grande do Sul, uma das maiores produtoras de calcário do estado, onde existem diversas empresas de mineração que fazem uso de explosivos.

Os resultados demonstraram que o aparelho atende às especificações do guia da ISEE e é sensível o suficiente para registrar eventos de desmontes de rochas com explosivos a mais de 300 metros de distância, mostrando, assim, a praticidade do equipamento bem como a confiabilidade em seus dados registrados.

Fonte: Agência Universitária de Notícias – USP

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