Frigorífico Frigoli: Empresário responde as críticas feitas por vereador

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“Ele é um vereador que nunca ajudou em nada, aliás, ele atrapalhou e eu nem sei quem é ele”

 

Na edição 509 do Jornal do Pampa, que circulou no dia 16 de novembro foi veiculada a reportagem: “Frigorífico Frigoli: Primeira audiência trabalhista”. O Vereador Luis Fernando Torres (Boca – PT) acompanhou a audiência, escutou alguns ex-funcionários e se pronunciou da seguinte forma:

“Este caso dos novos funcionários do novo Frigorífico levanta várias dúvidas e graves acusações. Primeiro, quanto às condições de trabalho ao qual os funcionários estavam submetidos, segundo declarações dos trabalhadores faltava equipamentos, o refeitório estava em condições precárias, entre outras tantas reclamações. Segundo fato de relevância é que foram realizadas várias ações pelo Poder Público para agilizar a vinda desta empresa para Caçapava do Sul, e agora ficamos sabendo que foi aberta sem fiscalização das condições de trabalho e sanidade do local. O que mais me deixa com dúvidas é em relação a função do SINE de Caçapava do Sul, pois segundo os funcionários eles começaram a trabalhar sem assinar nada, nenhum tipo de contrato de trabalho, apenas depois da manifestação que foi preciso chamara até a Brigada Militar é que foi providenciada a documentação para ser assinada. Outro fato estranho é a tentativa de acerto empresa-funcionário dentro do próprio SINE. Este são fatos que temos que esclarecer, afinal de contas há anos este frigorífico muda de dono, eles vão embora deixando prejuízo aqueles que trabalham e também ao governo do Estado, por não pagar ICMS, que parte retornaria para Caçapava. Além disso, teve outro fato curioso: os últimos três antigos donos, que no papel venderam a massa falida, continuam lá dentro, abatendo animais. A nossa participação a partir de agora, será cobrar agilidade do município na fiscalização e buscar informações junto ao SINE para esclarecer estes fatos denunciados pelos trabalhadores. Afinal, chega de usar a mão de obra do povo caçapavano e ir embora, deixando as pessoas com uma mão na frente e outra atrás”.

Após a veiculação da reportagem, o proprietário do Frigorífico, Nelson Oliveira, entrou em contato com a reportagem. “Eu senti que o vereador tentou denegrir a mim e a minha empresa, por isso gostaria de espaço para responder, pois ele está equivocado. O Frigorífico está no nome dos meus filhos, Lucas e Felipe, nós compramos a massa falida via judicial, tenho todos os documentos para comprovar e estão à disposição de quem quiser ver. Foi falado muita bobagem, o funcionário tem todo o respaldo, tem transporte, tem café e almoço, além de todos os itens de segurança, que inclusive eles assinam um documento quando retiram o equipamento de segurança. Não tem cabimento. Os antigos donos do frigorífico estão vendendo para nós, sim. Nós estamos comprando de todos os pecuaristas da cidade. Nós não devemos um centavo para ninguém, tudo está em dia, salários, impostos, pode consultar qualquer negativa em qualquer órgão público. Estão tentando denegrir a imagem da empresa. Foram ouvidos meia dúzia de funcionário mal intencionados, mas e os outros 100 funcionários que estão lá dentro, trabalhando?”. Oliveira comentou ainda que tentou contato por telefone com o vereador, mas não obteve retorno. “As portas da empresa estão abertas, se o vereador quiser vir conhecer de perto e fiscalizar o nosso trabalho”.

Como o vereador foi procurado pelo empresário e não houve retorno, a reportagem conversou com Boca Torres, que afirmou: “Primeiramente, aquelas pessoas estavam buscando seus direitos na Justiça do Trabalho em Cachoeira do Sul. Não são mal intencionadas, e sim trabalhadores que já foram prejudicados por outras empresas que se instalaram no mesmo local, inclusive os representantes anteriores continuam usando a empresa como se nada tivesse acontecido. Se eles buscaram a lei, é porque seus direitos não estavam sendo respeitados, e o que foi relatado em audiência eu preferi não expor ao público em geral, a pesar de ser muito grave, mas quem tem que julgar não sou eu, e sim a justiça. Quanto aos ex-donos estarem utilizando o frigorífico, realmente não é da minha conta, mas muito me surpreende, pois não sabia que era pecuaristas, e depois de tudo que fizeram para aquela comunidade seguem na cidade como se nada tivesse acontecido. A verdade é que aqui no Rio Grande do Sul, por incrível que pareça, ainda existe lei e deve ser seguida, portanto, esperaremos o resultado do juiz para sabermos o que é verdade. Afinal, segundo relatos feitos pelos ex funcionários, quando eles foram convocados a trabalhar, encaminhados pelo SINE, não tinham nenhum documento assinado, segundo eles isso só foi providenciado após uma manifestação que houve na empresa onde até a Brigada Militar foi acionada. Tenho todo interesse que empresas novas venham e se instalem no município, o que ocupará mão de obra local, inclusive consegui junto ao DNIT o rejeito para ser colocado no pátio, e também a patrola e a retro da prefeitura para colaborar com a empresa, pensando que desta vez receberíamos uma empresa disposta a trabalhar e crescer junto com a cidade, mas estas empresas que lá se instalam vem e vão embora deixando apenas funcionários com direitos a receber. Espero que esta nova empresa não cometa os mesmos erros que os outros três empresários anteriores, afinal minha obrigação é defender os trabalhadores que moram em Caçapava do Sul”.

Por telefone, o responsável pelo Frigorífico respondeu as críticas feitas pelo vereador. “Primeiramente, ele não levou rejeito nenhum. Quem ajudou a empresa a se instalar na cidade foi o prefeito, o vice-prefeito, o secretário geral e o vereador Silvio Tondo. Ele está misturando as coisas. Segundo, nós compramos a empresa judicialmente, não tem ex-dono, não sei quem é ex-dono e isso nem me interessa. Se compram e vendem gado o problema é deles, o meu negócio é matar gado. A minha empresa é idônea, a matriz é em Mato Grosso do Sul e tem uma filial no Acre. Sobre os documentos dos funcionários, eles nunca procuraram para assinar. Assinaram a EPI, que é referente aos equipamentos de segurança, quando começaram a trabalhar e depois que pararam de trabalhar não foram mais lá. A empresa nunca se negou a pagar os direitos deles, que estavam em contrato de experiência e já tiveram o pagamento liberado, depois da audiência. Inclusive eu deixei avisado que se houver alguma diferença do valor à pagar que me avisem, pois quero que fique tudo certo, o que a empresa não vai admitir é que funcionários em contrato de experiência peçam indenizações de R$ 30 mil. Não aceito este tipo de colocação. Ele é um vereador que nunca ajudou em nada, aliás, ele atrapalhou e eu nem sei quem é ele. Repito que quem ajudou a empresa foi o prefeito, o vice, o secretário geral e o vereador Silvio Tondo. Este vereador, a empresa nem conhece, só sabe que ele tentou encaminhar alguns currículos antes da empresa se instalar na cidade. E gostaria de deixar o desafio para o vereador: se ele achar algo contra a empresa, seja salário ou imposto atrasado, aí ele pode fazer o que quiser. Volto a dizer, a minha empresa é idônea. Quero destacar também que nesta quinta-feira, será depositado a primeira parcela do 13º salário dos funcionários e a segunda parcela será paga no dia 20 de dezembro. Além disso os salários e vales estão rigorosamente em dia e no dia 2 de dezembro iremos fazer um almoço de confraternização dos funcionários de final de ano”.

 

 

Por Carol Petrin – MTE 17.708/RS

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